terça-feira, 24 de março de 2009

A MORTE CERTA -PARTE 5

Então era isto. De repente, como num passe de mágica, o meu desejo estava se realizando. Devo confessar que se tivesse planejado, não teria obtido o mesmo êxito que estou tendo agora. O fato era incontestável. Era ela mesmo. Não havia engano algum. A questão agora era saber o que iria acontecer em seguida. Todo aquele tumulto lá fora, as pessoas, a policia, a imprensa, tudo desapareceu a minha volta, só existia eu , o poeta alucinado,e ela, a musa inspiradora, ambos aprisionados numa fração de segundos de um tempo paralelo. Meus olhos estavam fixos nos olhos dela, eu queria dizer tanta coisa , mas só conseguia olhar para ela e sorrir. Ela também me olhava, mas seu olhar era de perplexidade, não de felicidade. Naquele momento compreendi que algo estava errado. Mas eu não conseguia entender o que era. É que ingenuamente esperava que ela, a mulher dos meus sonhos, assim que me visse, viria correndo para os meus braços cheia de amor pra dar. Ela permanecia parada na minha frente com as mãos na cintura, e não tardou perguntar para mim: e ai meu, o que ta acontecendo, te explica infeliz, que merda é esta que tu ta fazendo????????????????? Eu comecei a sentir uma pequena vertigem, como se o chão estivesse desaparecendo a minha volta, a visão ficou turva por alguns instantes que eu achei que ia cair. Onde já se viu a mulher dos nossos sonhos falar merda assim sem mais nem menos como se fosse uma palavra comum. Não, isto não! Isto eu não vou permitir.
Antes que ela dissesse mais alguma coisa, corri em sua direção e calei sua boca com um desesperado beijo a força. não tive tempo de degustar o beijo, uma joelhada estrategicamente e fortemente bem aplicada, me colocou fora de combate. A reporter colocou o microfone quase dentro da ( bo-ca dela), desculpem a cacofonia aqui utilizada, mas é que prostrado no chão e totalmente indefeso, não tenho cabeça para pensar em outra palavra mais adequada. A reporter continuava a perguntar, e eu ali no chão sem poder fazer nada. Por que a senhora fez isto, perguntou a reporter. É que me deu vontade e que por que ele merecia. A senhora o conhece ou foi uma manifestação em defesa de todos os poemas indefesos? Sim, uma parte foi por indignação pelo que ele fez aos pobres coitados poemas, e por que ele me abandonou e me deixou na rua da amargura, sem eira nem beira.
E agora o que tu pretendes fazer? Pretendo acabar com a vida dele. Dito isto sacou uma arma da bolsa e apontou na minha direção. Sera que seria o meu fim? Será que ela teria coragem de atirar?
NÃO PERCA NO PROXIMO CAPITULO FORTES EMOÇÕES.

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